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Otoplastia
INDICAÇÃO  

É a cirurgia para correção do formato anormal das orelhas, tais como a chamada orelha de abano (quando a borda lateral afasta-se da cabeça dando um aspecto de ser muito maior do que realmente é). Nestes casos ocorre também o apagamento da anti-hélice (dobra interna da orelha) dando um aspecto de antena parabólica. A otoplastia corrige estas deformidades visando a formar a anti-hélice e diminuir a distância entre a borda lateral da orelha e o couro cabeludo. O recomendado pelos especialistas é que a otoplastia seja realizada o quanto antes para impedir que a criança seja alvo de zombarias e acarrete problemas psicológicos. Por volta dos seis anos de idade é o ideal, pois é quando a orelha já atingiu o tamanho médio definitivo. Porém, não há limite de idade para quem quer se sentir bem.

     
TIPO DE ANESTESIA   Pode ser local ou local com sedação.
     
TEMPO DE INTERNAÇÃO   6 a 12 horas.
     
COMPLICAÇÕES  

São muito raras. Mas pode ocorrer hematoma, infecção, deiscência (abertura da sutura - ponto cirúrgico), quelóides (cicatrizes proeminentes - dependem de predisposição genética do paciente).

     
RESULTADO DEFINITIVO  

Logo após a cirurgia a orelha já fica  com o formato aproximado ao  final, exceto pelo fato de haver edema (inchaço) e equimose (roxos) que costumam desaparecer por volta da terceira semana após a cirurgia. A cicat

     
APÓS A CIRURGIA:

O curativo tem um papel importante, pois mantém a forma e modelagem atingida ao final da cirurgia, ocupando os espaços, diminuindo assim o edema (inchaço) e a chance de haver coleção de líquidos (hematoma ou seroma), o que prejudicaria o resultado e aumentaria o risco de infecção. O curativo é feito com algodão ou gaze e afixado com fita adesiva porosa, e envolto por uma atadura de fita crepe ao redor da cabeça. A atadura é retirada nas primeiras 24 horas.

O curativo com a fita adesiva microporosa é mantido por 1 a 2 semanas no pós-operatório (com trocas eventuais da fita adesiva porosa, caso necessário), permanecendo somente a fita após este período. É recomendável ainda o uso noturno de faixa de tenista (para dormir) até 3 meses de pós-operatório para evitar que haja traumatismo durante o sono dobrando a orelha ao contrário e podendo romper os pontos de fixação da cartilagem.

Esse possível rompimento, associado ao “efeito memória” ou “efeito mola”, que é a tendência que a cartilagem apresenta de retornar a sua forma antiga, é responsável pela perda parcial do resultado em alguns casos. Nesses casos, fica aberta a possibilidade de um retoque, para refinamento destas pequenas intercorrências, que pode ocorrer nas otoplastias. Ainda incluem-se nos cuidados de pós-operatório:

• Manter a cabeça elevada;
• Lavar o cabelo com xampu cuidadosamente, tomando o cuidado de não dobrar a orelha, nem forçar ou mexer indevidamente com a ferida operatória;
• Evitar possíveis traumas à orelha durante o dia;
• Evitar exposição ao sol ou calor excessivo.

O paciente pode retornar as suas atividades de estudo e trabalho poucos dias após o procedimento. A prática de exercícios leves e caminhadas, bem como retorno à normalidade de seu cotidiano ocorre após a retirada do curativo entre a primeira e a segunda semana. Exercícios físicos intensos, e prática de esportes como tênis, andar a cavalo e esportes coletivos ficam liberados (tendo o bom senso como principal critério) a partir de mais ou menos três meses após a operação. A cicatrização completa leva em torno de seis meses, e o resultado final somente pode ser bem analisado um ano após a intervenção.

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